Comunidade do Monte Carmelo

« Eis que sobe do mar uma nuvem, pequena
como a mão de uma pessoa

(1Rs 18,44)

Dezenove anos se passaram depois que o Espírito Santo colocou no coração de Irmã Maria do Sagrado Coração, carmelita descalça do mosteiro de Avignon (França), o desejo de fundar um mosteiro no Monte Carmelo e sua efetiva realização em 1º de fevereiro de 1892.

Todavia, um fio ininterrupto nos une à fundação teresiana de Malagón: Gênova – Avignon – Écully – Monte Carmelo.

Sua origem tem raiz no coração de nossa Santa Madre Teresa, quando o Espírito Santo lhe inspirou fundar pombais da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, onde se viveria a Regra primitiva, como ela a chamava, imitando os santos profetas que viveram junto à fonte de Elias. É um convite

para as carmelitas do Monte Carmelo de hoje, como para aquelas de ontem.
Sentimo-nos contemporâneas dos primeiros eremitas que viveram na obediência a Jesus sobre esta santa montanha, junto à fonte de Elias.

« Todos, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres,
entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos
. »
(At 1, 14)

Para nós, viver nossa vida de carmelitas na montanha do Carmelo é colocar-nos em comunhão com todos aqueles que, ao longo dos séculos, fizeram deste lugar o espaço de seu encontro com Deus. É também rezar com o profeta Elias pelo triunfo da fé verdadeira e saber esperar a irrupção da chuva divina sobre a terra de Israel. É viver enraizadas no ideal que deseja atingir cada carmelita no mundo inteiro: “Viver em obséquio de Cristo e meditar dia e noite a lei do Senhor”. É por isso que nas paredes do claustro de nosso mosteiro está escrito o texto da Regra dada por Santo Alberto, patriarca de Jerusalém.

Foi-nos confiada uma especial intenção de oração pelo Papa Leão XIII e confirmada por João Paulo II: “Rezar para que as Igrejas ainda separadas cheguem à plena união em Cristo, para que o povo judeu cresça na fidelidade à sua vocação de povo eleito, testemunha de Deus, e pela aproximação fraterna entre todos”. Desde então, velamos como sentinelas na noite à espera da aurora. É o último significado de nossa presença como carmelitas descalças sobre a montanha de Elias e da Virgem Maria.